Luz ao Poeta

*este poema está entre os primeiro escritos

O caráter intelectual
Que esclarece
Não enobrece
Por ninguém fiz nada.

E ficam minhas folhas
Grafadas a ouro
Para me admirar...
Minh’alma se arrepende.

Quanto tempo descrente
Da própria essência
Céus! Repentinamente
O peso esmagou-me a aparência.

No meu céu não brilham
Estrelas cálidas.
Perdoe-me o desatino,
Esqueça minha aparência flácida.

Agora terei que aprender
Tudo novamente,
Tudo que ensinei,
Na teoria clara de minha mente.

Na minha obscura atitude
Esqueci da alva
Esqueci da virtude
Agora tenho que penar.

É ríspido o real,
Contundente divino,
Insípido. Farei mais por ti.
Lutarei, amador, por um ideal.

E a luz ao poeta desceu ...
Sua alma, sua índole
Viu-se a subir uma ladeira íngreme,
Da humildade sua alma se embebeu.

Foi-se o poeta a caminhar...
Passeava sua angústia em Ter
Um objetivo a desenhar.
Fora-se o poeta ávido em fazer...


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